:: O Associatismo

Uma entidade associativa tem como premissa básica a representação de um segmento na sociedade e a necessidade de veicular assuntos importantes para os associados. Vários enfoques podem ser dados, assim, uma mesma classe pode reunir-se em várias associações desde que tenham objetivos diferentes.

A Aberj é uma entidade cultural fundada pelos bancos, que tem como principal objetivo o aprimoramento técnico, responsabilidade que margeia sua personalidade socioeconômica, política e cultural. Nela, os bancos funcionam como instrumentos de capacitação social, exercendo a cidadania. Treinando pessoal, a Aberj contribui de forma decisiva para a vida econômica da sociedade. Isso porque a atividade bancária dita em grande parte o ritmo da conjuntura e a segura orientação de significativa parcela de aplicações de capital, e a formação técnica é fator imprescindível para que esse processo se desenvolva positivamente.

Hoje, é notório o avanço da automação. Essa, entretanto, não prescinde do homem. A habilitação profissional é fundamental para o perfeito funcionamento do Sistema Bancário, assim como de qualquer outro segmento econômico.
Dessa forma, os modernos processos administrativos indicam como meta principal a promoção do capital humano, atividade muito mais importante do que um balanço de qualquer empresa. E, para garantir essa atividade de forma ampla, foi criada a Aberj, território neutro, onde banqueiros e bancários se encontram para garantir desenvolvimento, alcançando excelência em suas atividades.

Desde a sua fundação, a Associação exerceu papéis de suma importância na política e economia. Mas seu principal foco sempre foi Recursos Humanos, mesmo enquanto desenvolvia outras atividades. Cuidava dos interesses dos bancários, ajudando na formulação da CLT, defendendo leis que os favorecessem e primando pelo aprimoramento do capital humano.
Em tempos remotos, muito distantes da atual preocupação com a função social das empresas, nossos executivos já se mobilizavam em campanhas contra doenças infecto-contagiosas e com a preparação da criança carente para enfrentar o mercado de trabalho, constituindo a então denominada Escola de Aprendizagem.

Nessa escola, jovens de escolas públicas eram trazidos ao nosso Centro de Treinamento para aprender premissas básicas de funcionamento bancário e, de certa forma, profissionalizá-los. A partir da década de 60, passou a assumir uma posição mais forte no segmento educacional. Foi aí que inaugurou o Centro de Treinamento e buscou parcerias com universidades. Buscava construir mão-de-obra qualificada para seus associados e para isso realizava cursos, seminários, eventos e publicações diversas.

Já nessa época, discutia temas polêmicos, empreendendo palestras contra drogas, antitabagistas e promoção do trabalho feminino, buscando a equalidade entre sexos e raças. Mantinha a Central de Recrutamento e Seleção, com o objetivo de reintegrar bancários desempregados ao sistema. Esse sistema ainda hoje é mantido por meio do Banco de Currículos disponível em seu site.

Na década de 80, o país viveu o restabelecimento democrático, processo marcado por ampla participação popular, que culminou numa nova constituição em 1988 e nas eleições diretas. Seguindo esse movimento revolucionário, a Aberj começou seu processo de modernização para acompanhar a evolução social.

Já em 1981, pensava em treinamento a distância, realizando o primeiro mediante convênio com o Instituto de Educação em Niterói. Percorrendo todo o Brasil, levando cursos empresariais, solidificou-se juntamente com a importância da Educação Corporativa, atividade que não se restringe a treinamento de pessoal, mas passa por todo um processo que inclui a avaliação tanto da empresa quanto de seu capital humano. No âmbito empresarial esse processo deve ser contínuo e sistemático.

Periodicamente, os gestores de RH precisam definir, com o corpo de direção, as metas e diretrizes da empresa. Posteriormente, é necessário amplo estudo para detectar se essas metas estão sendo cumpridas e, principalmente, se estão adequadas à realidade da empresa. O papel dos RH hoje é bem diferente de alguns anos atrás; espera-se que o gestor participe muito mais da administração e compreenda as necessidades práticas de sua empresa.