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Bancos no Rio de Janeiro
É
impossível falar sobre o início da atividade
bancária em nosso País sem mencionar o Rio de
Janeiro, que aparece como marco inicial no estabelecimento
dos bancos no Brasil. O primeiro capítulo dessa história
começou a ser escrito em 1808, com a chegada da família
real portuguesa. Com a mudança da sede do governo português
para o Brasil e a abertura dos portos brasileiros, as atividades
comerciais no país experimentaram um significativo
desenvolvimento. Paralelamente a isso, os gastos da corte
portuguesa e as demandas do sistema monetário luso-brasileiro
causaram insuficiência do meio circulante, tornando
necessário um aumento do numerário existente
em um período de escassez de moedas e declínio
da mineração.
Tal quadro levou D. João a aprovar projeto de um banco
estatal formulado por D. Rodrigo de Souza Coutinho, o Conde
de Linhares, inspirado nas idéias de Domingos Vandelli.
Então, em 12 de outubro de 1808, D. João assinou
o alvará que criava no Rio de Janeiro uma instituição
estatal que viria a ser a primeira a emitir moeda em território
português e a quarta a operar no mundo. Assim, após
um período de subscrição de ações,
o Banco do Brasil finalmente abriu as portas em 11 de dezembro
de 1809. Um ano depois foram emitidos os primeiros bilhetes
do banco, precursores das cédulas atuais.
O local escolhido para a primeira sede da instituição
nacional foi uma casa no centro da Cidade do Rio de Janeiro,
na esquina das Ruas Direita (hoje Primeiro de Março)
e São Pedro (desaparecida com o surgimento da |
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Sede
do Banco do Brasil em 1926.
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Avenida
Presidente Vargas). Alguns anos após, a sede foi transferida
para uma das melhores casas da cidade, também na Rua Direita.
Em tempos de crise, o banco ajudou a suprir os cofres do Erário
Real, apoiou comerciantes e agricultores, financiou a construção
de obras públicas e a luta pela independência. A instituição,
apesar da necessidade constante de emissão, mantinha-se ativa,
recuperando-se mesmo após os saques da família real
na época do retorno a Portugal. Entretanto, a partir de 1827,
as emissões demandadas pelas guerras e a campanha política
contrária enfraqueceriam a instituição. Como
conseqüência, o banco encerraria as atividades em 11
de dezembro de 1829, quando expirava o prazo definido em seus estatutos.
Alguns anos adiante, o Rio de Janeiro novamente marcou presença
no cenário do sistema monetário. O País experimentava
uma boa fase econômica, com exportações em alta
e desenvolvimento, o que levou ao surgimento de instituições.
Em 1835, no Ceará, foi criado um pequeno banco regional,
que não durou muito. Três anos depois, em 10 de dezembro
de 1838, foi fundado por aqui o Banco Comercial do Rio de Janeiro.
Tratava-se de uma iniciativa privada do Conselheiro Francisco Ignácio
Ratton, que anos antes havia participado de comissões que
estudavam o desenvolvimento do sistema monetário. A instituição
funcionava na Rua da Alfândega.
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