:: Bancos no Rio de Janeiro

Passados 13 anos, a liberação de fluxos de capital outrora aplicados no comércio de escravos estimulava a criação de mais um próspero banco emissor privado no centro do Rio de Janeiro. A instituição, que começou a operar em 21 de agosto de 1851, na Rua da Quitanda, foi idealizada por Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, e recebeu, por indicação sua, o nome de Banco do Brasil.

Em 1853, o então Ministro da Fazenda, Joaquim José Rodrigues Torres (posteriormente Visconde de Itaboraí), um dos mais destacados políticos do Segundo Reinado, propôs a criação de um banco nacional que ficasse responsável pela emissão de bilhetes ao portador e à vista. A idéia era a de fundir os bancos do Conselheiro Ratton, do Barão de Mauá e, posteriormente, alguns que funcionavam em outras províncias.

A idéia foi aprovada e, em 5 de julho de 1853, D. Pedro II sancionou lei que autorizava a criação do terceiro Banco do Brasil (segundo com perfil estatal). A instituição nascia forte, com capital de 30 mil contos de réis, representado por 150 mil ações, distribuídas aos acionistas, vendidas nas províncias e oferecidas ao público carioca, onde tiveram total aceitação. Com o ágio da venda das ações foram calçadas ruas do Rio, local que, participando da operação que marcava o ressurgimento do Banco do Brasil, mais uma vez participava da história do sistema bancário no País.