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O
desenvolvimento e o crescimento socioeconômico são
as metas prioritárias de um país.
Para assegurar uma rota consistente de desenvolvimento e crescimento,
três pré-condições essenciais precisam
ser garantidas e verificadas:
- Respeito total à propriedade e aplicação
ágil de uma legislação justa e racional que
assegure a produção.
- Oferecer estabilidade econômica, para que o produto cresça
com consistência, a inflação seja baixa e
os
saldos superavitários do balanço de pagamentos se
acumulem, formando reservas internacionais.
- Assegurar a formação de poupança e o acúmulo
dos capitais, para prover o sistema produtivo com os recursos
que sejam destinados ao investimento.
Os bancos, o sistema bancário e o sistema financeiro em
sentido amplo são fundamentais para assegurar satisfatoriamente
essas três pré-condições. Na dinâmica
da gestão macroeconômica, eles cumprem a nobre função
de agir como os intermediários financeiros de toda uma
nação. Ao captarem e aplicarem recursos alocam os
capitais segundo a lógica de retorno dos investimentos
privados e a consistência das políticas públicas
assumidas pelas autoridades.
Em relação à propriedade, os bancos procuram
capitalizar e preservar o valor do principal dos investimentos
financeiros dos seus depositantes. E procedem a essa complexa
tarefa detectando as mais atraentes oportunidades de negócios,
captando e aplicando recursos, gerando serviços financeiros,
oferecendo assessoramento, criando bases para parcerias, buscando
alternativas locais e internacionais de fortalecimento da estrutura
de capitais a baixo custo e gerando parcerias estratégicas.
Os bancos participam com uma série de funções
determinantes no que se refere à sua contribuição
para alcançar e manter a estabilidade econômica.
Eles contribuem com a sua parte, assim como o fazem a indústria,
o comércio e o setor de serviços, posto que ter,
criar e manter um regime de estabilidade é do interesse
de todos.
Num regime mais estável, as vantagens e os ganhos da sociedade
são evidentes. Existem movimentos e oscilações
mais suaves na economia. A inflação e as taxas de
juros são mais previsíveis, o que facilita a criação
com riscos menores de orçamentos e fluxos de caixa para
negócios já estabelecidos e para novos investimentos.
A inflação, caso baixa e diminuta, não cria
redistribuições de renda, que são particularmente
daninhas para as camadas de renda baixa e populações
despreparadas para lidar com as complexas finanças em regimes
inflacionários.
Sob um regime de estabilidade, a legislação é
mantida por mais tempo, sujeita-se ao progresso e à evolução
tecnológica, a mudanças de concepção
e cultura, é pouco alterada e, quando modificada, visa
a mais aperfeiçoamentos e bom senso, para assegurar ganhos
aos indivíduos, às empresas e à comunidade.
Mudar a regra do jogo pode ser útil se benéfico
à maioria. Todavia, mudar para gerar efeitos surpresa e
afetar favoravelmente alguns clãs em detrimento de outros
e da população em geral é contraproducente.
Em geral, é difícil conseguir e manter por longo
tempo a estabilidade. Esta corresponde a um período e a
uma situação na qual os indicadores se comportam
de uma forma mais regular, previsível e constante, favorecendo
o progresso. É possível antever o futuro com menos
risco, porque a dispersão diminui.
O Estado pode ou não intervir na economia, nas políticas
interna e externa, demográficas e afins. Ele há
de avaliar muito bem as conseqüências de suas decisões,
porque os impactos de medidas certas podem beneficiar e resolver
os problemas da sociedade, se adotadas soluções
na dosagem, na combinação de elementos, na data
e pelo prazo certo. Contudo, se o macro e o microdiagnósticos
feitos sobre um problema forem mal empreendidos e realizados,
decisões erradas podem aprofundar as crises e levar um
país mais longe de seus objetivos de estabilização.
O mundo e as economias emergentes em particular são instáveis,
sujeitando-se a toda sorte de flutuações, choques
e surpresas. A tão desejada estabilidade é atacada,
por todos os lados, por mudanças nas variáveis macroambientais,
das dimensões econômicas, políticas, sociais,
demográficas, comerciais, tarifárias e afins.
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