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Com
dados que se referem à média de um trimestre (maio/julho
de 1999), a partir de um custo de captação de 21%,
o custo médio para o tomador, entre pessoas físicas
e jurídicas, alcança 83% ao ano. E decomposição
do spread assume os seguintes valores: despesas administrativas
22%; impostos indiretos 14%; inadimplência 35%; imposto
sobre a renda e contribuição social sobre o lucro
líquido 11% e o complemento de 18% sendo, então,
o lucro médio dos bancos. Dessa decomposição,
salta aos olhos a pesada importância relativa da inadimplência
e da "cunha fiscal" que somam, respectivamente, 35 e
25% do spread.
Uma redução drástica da taxa de juros cobrada
aos tomadores depende, de início, de uma baixa sensível
no custo de captação, sempre condicionado pela política
monetária, e da redução das margens destinadas
a cobrir a inadimplência e os impostos. O custo de captação
só poderá diminuir à medida que a melhora
das condições macroeconômicas, interna e externamente,
reduzir, na taxa oferecida, o conteúdo de prêmio
de risco da taxa básica. A queda do percentual da margem
para cobrir a inadimplência depende, em larga medida, do
Poder Judiciário, lento no julgamento das ações
para recuperação de créditos. A renúncia
fiscal, implícita na queda do percentual relativo aos impostos
na formação do spread, entra em curso de colisão
com o imperativo da obtenção de um superávit
nas contas públicas.
Em que pese o dispositivo constitucional não há,
estrito senso, nas taxas de juros cobradas pelo sistema bancário,
um elemento de usura a caracterizar a cupidez do banqueiro. As
taxas podem até ser socialmente intoleráveis, com
vistas à retomada do crescimento econômico e recuperação
do nível de emprego. Mas aproximá-las da experiência
internacional implica processo de recuperação da
credibilidade interna e da confiabilidade externa do país,
com um conjunto de ações que não podem ficar
limitadas ao voluntarismo político.
Julian
M. Chacel
Doutor em Economia.
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| As
notas emitidas pelo Tesouro Nacional a partir de 1925 eram
impressas pelo American Bank Note Company. Uma das características
das cédulas emitidas a partir desse período
é a presença de medalhões com efígies
de personalidades históricas. |
Entre
as personalidades nas notas fabricadas pelo American Bank
Note Company para o Tesouro Nacional, estavam presentes no
anverso efígies de presidentes, como Artur Bernardes
e Afonso Pena (na nota de 100 mil-réis). |
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| Em
meados da década de 20, o governo buscava uma estabilização
cambial. Com esse objetivo foi criada em 1926 a Caixa de Estabilização,
que trocava bilhetes do Tesouro Nacional e cédulas
próprias por barras ou moedas de ouro, para formar
estoque e valorizar a moeda brasileira. A primeira emissão
da Caixa de Estabilização apresentava notas
aproveitadas do Tesouro Nacional carimbadas, como a de 200
mil-réis que vemos acima. |
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